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Flavio Wolf de Aguiar, O Laçador de Palavras, 1992

“Seja na diáspora, no retorno ou na permanêncoia, levamos em nosso íntimo um traço de fronteira. Gostamos de alimentos entre o cru e o cozido, como a carne mal passada envolta em farinha crua; e fabricamos um licor entre o doce e o amargo, o de butiá. Quando guri, estudei nos manuais o orgulho que nossas brigas passadas com os castelhamos deveriam me provocar. Mas a verdade é que me sinto em casa nos cafés de Montevidéu, tomando grapa com limão, e considero Buenos Aires a secreta capital de uma pátria clandestina que levo no coração.”

Flavio Aguiar em “O laçador de palavras” publicado no livro Nós os gaúchos – Ed.Universidade – POA-1992



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